É que eu te amei naquela manhã de domingo como eu nunca havia amado ninguém. É que eu me permiti amar como eu jamais julguei possível. Eu amei demais nossos olhos no dia seguinte, a luz do sol entrando pelas janelas, e eu sentindo os raios invadindo e aquecendo o quarto. E também te amei quando você falava de coisas interessantes e expressava suas idéias e eu tentava inutilmente te entender. Você foi o desafio que eu nunca esperei e também o mistério que nunca solucionei. Eu só sei que amei. Amei as mãos, e quando essas mãos estavam nas minhas, e eu conseguia sentir nelas o mundo e a realidade de tudo aquilo. Amei os cabelos, quando eu passava os dedos por sua macieza castanha, e cada fibra do meu corpo se dissolvia e eu queria que aquilo jamais acabasse. E a boca... claro que amei a boca. Amei a boca, porque quando os lábios encontraram os meus e o mundo se abriu em mil cores e amores, eu nem me reconhecia mais de tanto sentimento.
Também continuei amando, mesmo depois de ter ido embora. Te amei quando você me deu aquele abraço de despedida, e eu sabia que aquela seria a última vez que nos veríamos (pelo menos por muito tempo). Te amei pela lembrança doce que seria. Pela lembrança boa que és.
Amei pelo simples fato de teres sido. De ser. E de continuar sendo.
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"E então eu adoro" (C.L.)
Que lindo... Amor pode ser tão bom... e tão doloroso... Amar os olhares, o toque dos lábios, da mão do cabelo... Amar o momento em que se sente feliz ao lado de alguém que ama... E a tristeza de estar tão feliz... e não saber quando vai se sentir assim novamente...
ResponderExcluirÉ, "love hurts". Mas vale a pena. Vale a tristeza de depois pela existência de alguns momentos bons... tenho certeza que sim.
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