sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

2 0 1 2


um ano repleto de novidades e experiências primeiras;
um ano de atravessar oceanos e andar nas alturas;
um ano de se desafiar e se permitir sentir;
um ano de realizar sonhos antigos;
um ano de neve, aeroportos e
Cape Cod.



um ano de fotos e inúmeros momentos registrados;
um ano de velhas amigas em novos lugares;
um ano de alegrias desconhecidas;
um ano de vento gelado na cara;
um ano de malas, hostels,
e New York.



um ano de andar "pelo mundo prestando atenção em cores";
um ano de estar com mapas, perdida e encontrada;
um ano de imensos sorrisos e despedidas doídas;
um ano de estar perto da casa do Dexter,
um ano de strawberry frosting; donuts e
e caramel frapuccino.





um ano de voltar para casa after really missing it;
um ano de longas e deslumbradas caminhadas;
um ano de trazer mala pesada de lembranças;
presentes e ansiedade.





no mais, um ano de conclusão.
um ano de ser o último ano da graduação;
um ano de  escrever TCC e duvidar da própria capacidade;
um ano de terapia com descobertas maravilhosas e assustadoras;
um ano de admirar a própria força e a coragem de se olhar no espelho.
um ano de se olhar no espelho e amar o que se vê <3.

um ano de não apenas estar, mas tocar no mundo.
um ano de se abraçar e se beijar
até a alma se sentir
beijada



this year's love had better last.
thank you, 2012.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

the art of losing isn't hard to master

hanging on to that which
no longer exists
an imaginary pain
a desperate, useless grasp
vanishes into thin air

"old habits die hard"
they say.

first one needs to let go
of the small things
in order to reinvent the self -
then dare a little more
each day
each day go beyond and further
in unknown territory

and then be ready for
quicksands, storms, revolted seas
and the little earthquakes

and finally, after all the letting go,
one can start embrancing:
"for occupation -- this --
the spreading wide my narrow hands
to gather paradise"

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Daddy

o conflito que nunca existiu
dói uma dor tão real
que a sua partida partiu 
meu coração em dois

coração que mal bate
ou se mostra
e enclausura sua pérola 
em casca grossa de ostra

excessos onde deveria haver faltas
faltas onde deveria haver excessos
excessos de coisas que nunca foram
falta de coisas que nunca serão

ao invés de -
abraço, palavra, carinho
telefonema, presença, coração
apenas isso:
entre chuva e lágrimas, um recado:




"daddy, daddy, you bastard. 
I'm through" (sylvia plath)

sábado, 15 de setembro de 2012

amando o sentimento de a(mar)

amando, aos poucos, o sentimento de (se) amar. 
deixando, mesmo que timidamente, a alegria invadir,
o peito expandir,
a água fluir.

e a água que flui é a mesma que leva o coração a navegar - 
navegar por mar até então desconhecido.

as ondas esverdeadas se formam grandes e cheias de espuma; 
rebentando na praia
com força e imponência

são elas que levam e trazem
e vêm delas a alegria de ser do mar

cansei da estabilidade de ser da terra
vou é me deixar levar

domingo, 26 de agosto de 2012

The bearable lightness of being

I've been meaning to step out into the great unknown for a while now, but I never felt ready. It never felt right taking all the risks and facing the world. For a long time I lost touch with myself: I tried to kill all possibility of feeling; I tried denying the truth. I lived in a sort of bubble, in an imaginary world of my own. But the more I tried to live without pain, the more unhappy I felt. There was this hole inside, this lack of feeling/experience that left me wanting more. Now that I've realized this, I could feel a sadness about all the time that went by without my having lived a lot of things; but I see this time as a preparation. Had I experienced those many things before, I guess they wouldn't have felt right. I needed that time, I needed to get ready, I needed all the learning. 

"Tragedy was preparing me for something greater. Every loss that came before was a lesson. I was being prepared".

Now all I wanna do is feel. Good or bad, does not matter. I have been tearing down the wall, brick by brick, slowly. All I need is not to rush things. Patience, patience, patience.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

vento no litoral


há em mim intensa força
para entender
lutar
crescer

por outro lado
na contrabalança
resistência
que edifica e destrói

feito castelo construído na beira-mar
marés contraditórias
a puxar e empurrar

se vou ou se fico
não parece ter fim
no mar, à deriva
à procura de mim

sexta-feira, 6 de julho de 2012

...
Tem coisas que deveríamos deixar quietas. Coisas que gostaríamos que ficassem no passado, que não mais fizessem parte da gente. Mas nada é tão simples. Quanto mais se nega o problema, mais problema ele se torna. Quanto mais a gente corre, mais ele nos alcança. Tal coisa não fica quieta dentro da gente -- quanto mais se foge, mais se pensa. E então você deixa essa coisa se enraizar: definir sua personalidade, seu comportamento diante da vida e das pessoas. Sua experiência. Depois vem aquilo que parece a solução mais fácil: se trancar no quarto, fechar as janelas e ficar vendo filme no escuro. Porque trancada em casa não se corre riscos. Não existe perigo de rejeição, de dor, de experiências negativas. O filme te leva pra outra história, outra vida: não precisa pensar na sua. Tão bom (por 2 horas). E no escuro nada é claro, visível -- a gente pode mascarar a dor. Mascarar as coisas como elas são. Negação. Só que ao mesmo tempo se perde tanta coisa boa... coisa que faz crescer, que faz parte. O que fazer quando se sabe que várias coisas boas estão se passando; e mesmo assim seu medo é maior?  





Então chega-se a um ponto. 
No ponto de interrogação. 






Por quanto mais vou deixar isso me afetar? Mas é que dói reviver o que tanto se nega... tão nitidamente. Ter que falar, verbalizar. Cada palavra, um espinho. Cada palavra, um filme que passa na cabeça. E depois, lidar com as várias vezes que aquilo continua a se repetir na sua mente. As horas, marcadas. Os dias, pesados. Mas é isso aí. Vamos lá onde dói. Onde assusta, onde paralisa. E esperar que resolva.


Tudo aquilo que eu esquecia ou negava, soube vagamente em plena queda, era o que eu mais era. — Caio Fernando Abreu


Pois é.

terça-feira, 29 de maio de 2012

is this (really) a man's world?

aproveitar que o protesto chamado "Marcha das Vadias" aconteceu em várias cidades do Brasil (dia 26 de maio) para falar sobre ele e as concepções de gênero que ele questiona. Slutwalks começaram ano passado, no Canadá, e consistem em passeatas onde se luta pelo direito das mulheres na sociedade - apesar de ser velado, e muitos acharem que a desigualdade entre os gêneros acabou, bem sabemos que tal realidade está longe. muitas mulheres ainda sofrem violência, são excluídas, e enfim, não tem os mesmos direitos que os homens em várias esferas da sociedade (no mercado de trabalho, por ex., onde tem seus salários reduzidos até mesmo quando trabalham nos mesmos cargos que homens).

durante séculos as mulheres foram oprimidas no sentido de ficarem presas ao lar; de serem consideradas de menor importância por não participarem ativamente de guerras, grandes eventos históricos, cargos políticos e afins. tal realidade está retratada na literatura da época; e nos dias de hoje podemos acessar tais informações não apenas nos livros, mas também no cinema e na internet. com o passar do tempo, a opressão foi tomando formas diferentes... a luta das feministas pela liberação sexual, por um espaço no mercado de trabalho e por um maior acesso a educação, gerou consequências e nos trouxe no ponto onde estamos hoje. agora as mulheres são eternamente associadas a sua imagem, seu corpo e atributos. devido a liberação sexual, é nosso papel estarmos lindas, maravilhosas e... atraentes. isto é, se quisermos ter uma chance com os homens.

arrumaram, então, outra maneira de nos manter no segundo plano. alienando as mulheres com blushs e batons, saltos e roupas da moda, ficamos a mercê desta eterna dança do acasalamento (que as românticas costumam chamar de "a busca pelo príncipe encantado"). como consequência, perdemos um tempão na frente do espelho (ou seja, temos menos tempo para ler, formar intelecto, ficar mais competentes para o mercado de trabalho), além da rivalidade entre nós mulheres ter ficado acentuada (o famoso conceito que mulheres se vestem para mulheres; de nunca se unirem para fazer as coisas). Para finalizar, agora somos apenas um corpo: uma bunda, um par de peitos, uma b****. daí surge a famosa rape cultureum turbilhão de imagens, filmes, músicas e afins com mulheres seminuas, sempre objetificadas e associadas ao prazer masculino e sexo. trivializando os estupros ("ah, estava de saia curta e pedindo"), não se reflete sobre as motivações e normas por detrás de tal realidade. por que uma mulher na rua, andando sozinha a noite "was asking for it?". de onde vem essa visão?

por isso o título da marcha é esse! há a associação de vadia com algo negativo, mas no final das contas, o que significa ser vadia? por que ser vadia é algo ruim? andar na rua de roupa curta é ser vadia? porque isso me leva a concluir que o nosso corpo é apenas um objeto (que aliás NÃO NOS PERTENCE) e serve apenas para o prazer (que também querem roubar de nós!). não não não! quero ser vadia e livre. o meu corpo é só MEU, e não é porque ando de vestido, caminho na rua sozinha e sou livre, que mereço ser estuprada. temos que refletir sobre essa dicotomia entre "vadia/virgem". por terem vida sexual ativa, algumas mulheres merecem sofrer violência e repressão? e outra, por que há uma DICOTOMIA entre as duas palavras, anyway? o que tem a ver? ser virgem é apenas um fato; e não oposto de ser whore. quer dizer então que quem dá é whore? porque é isso que tal conceito sugere... e esse binarismo é que nos limita tanto. os estereótipos é que nos reduzem; nos fazem ou "isso" ou "aquilo", e não nos sobra espaço para sermos o que quisermos ser.

quero constatar aqui que fiquei feliz com tal iniciativa. foram passeatas com poucos agregados; mas com ótima fundamentação e que apontam uma busca pela mudança. parece que as mulheres se acomodaram só porque agora podem estudar e ocupar cargos políticos. a opressão está cada vez mais velada, difícil de detectar... e eis que mais "vitoriosa" para os interessados. porque a realidade é que nos colocam assim em segundo plano porque se sentem ameaçados -- o mundo é composto de dualidades, e uma é sempre predominante. há, então, de se enxergar que muita coisa continua a mesma, só mudou a máscara. daí a motivação para lutar por uma sociedade onde mulheres parem de ser tachadas, rotuladas disso ou daquilo, perseguidas e diminuídas. que elas possam andar nas ruas como quiserem, sem o constante medo.

finalizo com um texto que foi escrito sobre a marcha das vadias. leiam e se informem. se quisermos ver mudança, termos que argumentar de verdade. discourse is power, portanto, devemos nos apropriar dele.

vadias e livres, sim! por que não?

***

quarta-feira, 23 de maio de 2012

give me the peace & joy in your mind,

e eis que resolvo me reinventar num caótico momento do semestre. em uma hora complicada para se fazer escolhas novas. é que a comodidade da alma me deixa inquieta, insatisfeita & frustrada, então mesmo com mid-terms, mil leituras, TCC's, bolsa de pesquisa e afins, quero me dar umas chances. quero dar chances para este semestre florescer. estava praticamente perdido, quase um borrão de emoções.

viagem. paixões e novas experiências. yoga mexendo com coisas que estavam quietinhas. volta brusca a rotina. aí, claro, acabei entrando naquela bad. mas acho que lentamente estou saindo dela. espero que não seja pura enganação ou algum trick que a minha mente esteja pregando. mas desta vez tomei providências reais: estou indo rigorosamente ao yoga, procurei um terapeuta. quero me entender melhor e parar de me perder nesse infinito labirinto que é a minha mente. ando meio afobada, querendo resolver todas as coisas ao mesmo tempo - mas isso também vou tentar ajustar. 

o que a Annie Hall diz pro Alvy Singer (vide foto) no filme Annie Hall me fez refletir sobre minha própria situação. porque eu posso continuar vivendo nessa bad ou tentar tirar algo bom de tudo isso. sei lá. odeio essas baboseiras otimistas, mas acho que sou muito nova e cheia de possibilidades para ser tão down. okay... sou mesmo a queen do contraditório. mas é que hoje comecei a ver aquela luzinha no final do imenso túnel.

dwell in possibility - poema que marcou minha vida. quero "mantraliza-lo".

dwell in possibilitydwell in possibilitydwell in possibilitydwell in possibilitydwell in possibilitydwell in possibilitydwell in possibilitydwell in possibilitydwell in possibilitydwell in possibilitydwell in possibilitydwell in possibilitydwell in possibility...

infinitamente.

***


quarta-feira, 9 de maio de 2012

but when you feel so powerless,



TWO roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;



[...] I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

Robert Frost










what are you gonna do?










***

sexta-feira, 4 de maio de 2012

E-e-e-t; try to feel the beat.

It's like forgetting the words to your favorite songYou can't believe it; you were always singing along. Yes, that's exactly how this feels like. Not knowing yourself that well anymore... feeling so lost and helpless when you realize that the only thing you've done well in your life makes no sense to you anymore. It was so easy and the words so sweet. It's like waking up, everyday, promising yourself that this day is going to be better. This day is going to end better than yesterday, and this day will show you that you are back in the game. This awakening, this hopeful awakening will lead you to believe that today is going to be different, that in this day you are going to find yourself again. But no, you cannot remember when you try to feel the beat. Maybe you do not belong there anymore. Maybe you have to accept that it's time for a huge change in your life -- an impact. And hiding behind your pink curtains will not do it. Maybe it is time you start considering quitting - but not quitting from life, of course. Quitting from those choices that no longer seem appealing to you; interesting. But it was so easy and the words so sweet -- so part of you wants to hold on to that. One half shouts to you "fight all this apathy back" the other half says "just give up". While this struggle of opposites goes on, you get torn apart. You get torn into a million little pieces... 3 years gone, all that effort, dedication and hard work. 



So what is it going to be?

Time is running out and you have to make a decision. You have to make a decision before it becomes impossible to glue all those pieces back together.



***

quarta-feira, 2 de maio de 2012

olhos transbordando com o vinho do amor

a calçada e os passos apressados. mãos entrelaçadas e troca de olhares apreensivos. faixa de segurança, sinal fechado, a travessia. a distância cada vez menor e o medo aumentando. tun-tun-tuntun. risadas nervosas, mãos atrapalhadas para encontrar as chaves dentro da bolsa que parece não ter fundo. chave, maçaneta, entrada. escadas a passos largos, quase corridos. falta de ar. mais olhares apreensivos e outra porta. mais uma chave. sala, corredor, quarto. cama, vestido, zíper. zíper meio aberto, meio emperrado. olhos nos olhos, coração acelerado, quase saltando do peito. lábios unidos, mãos nos cabelos. respiração pesada, curta, suspiros. braços e abraços. carinho atrapalhado e nervoso, mas acolhido. calor. curiosidade, expectativa, chuva batendo contra a persiana. velho dia indo embora e novos amantes acontecendo. ainda o medo. entrega lenta e assustadoramente doce: o abismo. alça caída, ombros acariciados, peitos macios e aconchegantes. o corpo estirado na cama. e outro corpo de encontro com esse. a colisão. os movimentos lentos, sussurrados, a precaução. o cuidado com o estar do outro; os olhos que não se desviam. a eternidade naquele momento. a dor indesejada mas presente. dor que suportavelmente vai se dissolvendo e dando lugar a satisfação. ao entendimento, a aceitação, a cumplicidade. felicidade.



"mãos e cabelos e bocas
unidos, confusos, perdidos

coração acelerado
que no peito se põe a bater, desvairado

mãos entrelaçadas
ternamente cúmplices, inspiradas

braços, abraços, unificação
somos agora, no escuro desta noite,
apenas...


cor (ação)"
Maria Eduarda Rodrigues




***







"Também acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus"
Chico Buarque

segunda-feira, 30 de abril de 2012

morning after

And in those arms I felt safe. Just for a few hours, in those arms, I felt safer than ever. Safer not because I thought that that moment would last forever or because I hoped it would happen over and over again. Safer because in that tiny little moment I could feel the forever. In that tiny little moment I forgot the world outside, and I felt like nothing could get to me. Nothing could destroy what I was feeling! And what was I feeling? Words are going to fail me now, as I do not seem able to find the exact perfect words to describe what happened in that tiny little moment -- but I remember. I remember vividly the warmth; the breath, the coziness  of those arms. I remember wishing that it would go on and on, thinking that the world could end at that exact moment, because nothing else mattered.

And then those eyes. It was not dark enough for me not to stare into those hazel eyes -- as it was not dark enough for me to not get lost into those brown woods of eyes. And so I did. I got lost -- and I was not looking for my way back. I went further and further into those woods... and the feeling of helplesness was not scary. The knowing that I could not get back to where I was before did not scare me. I knew, at that moment, that if I had not got lost, I would have not been where I had been. I would have not experienced what I had the chance to experience. To touch. To feel. Deeper and deeper. Darker and darker, until finally the pitch-black of slumber.

Across the night and then all the way back in those arms. In that room. On that bed. The morning sun, and reality. The eyes opened; the blur slowly dissolving back to reality: those two hazel eyes. And for once I was happier with reality than I ever thought I would be. It was a magic-y reality. A dreamy reality.

And I wondered... was I still asleep? 

***

terça-feira, 17 de abril de 2012

hello darkness, my old friend

I feel as boundless as the dark. And the dark is getting deeper and deeper, and I simply do not know how to get out. I want to open the windows, to let fresh air and the sunshine in, still I do not move. I want to smile and really mean it. I want to feel passionate about something again. I want to believe that everything is going to be okay, still I do not move. Here I am, sitting in the dark, writing this senseless post, rambling about my boring little situation. I want to go back to when I used to make my bed everyday. I want to go back to when I used to go to classes because I was looking forward to learning something new - I have this opportunity to learn, to expand my horizons, then why am I here? Why am I here, watching tv series like there is no tomorrow? I guess I do it so that I will not have to face reality. My own reality. Which is not bad, not bad at all, and I know it. I have everything anyone could ask for, and I really do not mean to be ungrateful. It is just that there is this hole, this darkness, and it keeps me from reaching the light.

While this goes on, I miss great hours. Hours I could be doing something great for myself, for the ones I love, the ones I want to make feel proud. Days I could be enjoying my life, enjoying the wonderful family and friends I have. Days I should NOT waste by complaining about my NON-problematic life.

***

I am drawn to the darkness.
But I should not be.
There is no reason to.
I...just...am.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

...E hoje eu tive que quebrar a janela.


Ela estava suja e impedia a minha visão clara do mundo. A única visão que eu tinha era através daquele vidro sujo, mas eu queria uma visão clara e bonita, não embaçada e distorcida. Quebrando a janela eu deixei muitas coisas pra trás, coisas as quais eu queria continuar apegada. Mas estas coisas estavam mudando o que sou e me impedindo de seguir em frente. Quebrando a janela eu pude ter a MINHA visão de volta, pois a vista ATRAVÉS da janela não era de fato minha.

Quebrei a janela para deixar ele intacto. E me deixar intacta. Melhor quebrar a janela do que SE quebrar.

Então eu tive que quebrar a janela
Simplesmente não teve outro jeito
E é melhor quebrar a janela
Do que esquecer o que precisava falar
Ou perder o que deveria ver
Ou quebrar ele ou ela ou eu
ESPECIALMENTE EU

O vidro pode estar estilhaçado, mas eu estou intacta. E ganhei minha visão.
E é isso que mais importa.

***

segunda-feira, 9 de abril de 2012

"Amor igual ao teu eu nunca mais terei..."


É que eu te amei naquela manhã de domingo como eu nunca havia amado ninguém. É que eu me permiti amar como eu jamais julguei possível. Eu amei demais nossos olhos no dia seguinte, a luz do sol entrando pelas janelas, e eu sentindo os raios invadindo e aquecendo o quarto. E também te amei quando você falava de coisas interessantes e expressava suas idéias e eu tentava inutilmente te entender. Você foi o desafio que eu nunca esperei e também o mistério que nunca solucionei. Eu só sei que amei. Amei as mãos, e quando essas mãos estavam nas minhas, e eu conseguia sentir nelas o mundo e a realidade de tudo aquilo. Amei os cabelos, quando eu passava os dedos por sua macieza castanha, e cada fibra do meu corpo se dissolvia e eu queria que aquilo jamais acabasse. E a boca... claro que amei a boca. Amei a boca, porque quando os lábios encontraram os meus e o mundo se abriu em mil cores e amores, eu nem me reconhecia mais de tanto sentimento.


Também continuei amando, mesmo depois de ter ido embora. Te amei quando você me deu aquele abraço de despedida, e eu sabia que aquela seria a última vez que nos veríamos (pelo menos por muito tempo). Te amei pela lembrança doce que seria. Pela lembrança boa que és.


Amei pelo simples fato de teres sido. De ser. E de continuar sendo.

***

"E então eu adoro" (C.L.)

quinta-feira, 8 de março de 2012

dream-ing


acredito nas mudanças: internas, externas - mas nunca eternas. a partir delas outras surgem e assim estamos em constante comoção. acredito que a vida é movida por paixões, ou que pelo menos deveria ser: coisas que marcam o dia, como palavras bonitas em um poema, ou então uma melodia para embalar a nossa vida. acredito nos cafés, principalmente naqueles sem açúcar, com um pouco de leite, e saboreados entre amigos e boas risadas. acredito na fotografia, na sua capacidade de captar um momento exatamente como ele foi, parado no tempo, irredutível. acredito nos abraços, nas conversas ou silêncios compartilhados com alguém. acredito em com-par-ti-lhar. compartilhe seus braços, seus lábios, suas mãos, seus olhos, um sorriso, uma palavra. acredito nas amizades, nas relações humanas, no crescimento. acredito nas viagens, em ser cidadão do mundo, em tudo aquilo que trazemos na bagagem. no mais, acredito em acreditar. acredito nas crenças, nas esperanças, nos sonhos.

acredito em tornar tudo isso um "sonho acordado".


***

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Lost in Translation

Ando meio desapegada de mim.

Tantas coisas diferentes! Por exemplo, olhei para fora da janela hoje e estava tudo branquinho! Aí parei pra pensar "Onde é que estou mesmo? Ah sim, em outra parte do continente!". Apesar daquela saudade que fica, viajar é preciso. As mudanças não estão apenas na paisagem que me cerca... a mudança está em mim. Parece que fui deixando minhas peles para trás -mas nada que me fosse primordial - e o que fica é cada vez mais verdadeiro. A gente se renova, se re-conhece, se desafia. A Maria que partiu ficou perdida naquele oceano que atravessou... porque a Maria que volta com certeza é outra. Acho que gosto desta nova Maria. É que ainda preciso ver como ela se ajusta de volta em casa... se ela ainda cabe lá, depois do tanto que agregou. Do tanto que sentiu. Do tanto que respirou, viu, amou.

"Acho que sim".

Quero crescer sempre mais... quero expandir, permitir, me deixar levar! O medo de ficar grande demais pro meu velho mundo não vai me impedir de viajar. Até porque sempre se pode re-inventar aquele mundo de lá. Afinal, ele é que está pequeno demais.

E como diria uma querida professora da vida ''Enquanto tiver perninha, hei de ciganar".

***

- Porque a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada.

Cecília Meireles

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Talk about the life in Massachusetts...

Super me prometi que escreveria semanalmente aqui dos Estados Unidos, mas a correria foi tanta que já estou aqui há mais de mês e nada. Passada a empolgação de ser tudo emocionante, das mil coisas que precisavam ser arranjadas (prova da graduação, social security number, conta bancária, coisas básicas para casa e etc), finalmente tenho um tempo livre para escrever sobre todas estas experiências novas que estou vivenciando.

Falmouth é uma cidade relativamente pequena (30 mil habitantes), mas tem todas as coisas básicas (Walmart, Tj Maxx, Starbucks <3, Dunkin', um cinema legal...). Tudo aquilo que era relativamente perto (ou possível de chegar caminhando) nós já visitamos. Ainda precisamos explorar mais, só que é tudo meio longe do hotel e com o trabalho ficamos sem tempo. Hoje estou escrevendo só porque a Mari me emprestou o computador (tive o azarão de comprar um computador bixado quando cheguei, então tive que ir lá trocar... mas a sorte é que aqui eles nem questionam nada na loja, já oferecem se queres outro computador ou se queres o dinheiro de volta! Enfim, estou esperando o novo computador chegar. Tomara que dessa vez esteja tudo certo!).

O trabalho em si não é ruim, só que cansa demais, viu. Mas é bom, porque assim a gente aprende a valorizar a vida mansa de estudante! rs. Claaaaro que tá cheio de brasileiros trabalhando lá, então aquela idéia de praticar o inglês meio que foi pro espaço! (se bem que eu e a Mariane achamos um jeito... a gente conversa bastante com a dona do hotel -- que é um amor! -- e tentamos conversar mais com os funcionários americanos mesmo).

Fora isso, eu e Mariane tentamos aproveitar ao máximo nossos dias de folga. No sábado passado fomos ao shopping da cidade ao lado -- Hyannis -- e também a loucura.. rs. As coisas são baratas demais... acabamos gastando mais do que deveríamos, mas enfim, trabalha-se tanto pra que, né? Pra gastar.... rs. Essa foto aí eu tirei na frente do shopping -- bem mais pobre... mas um tanto feliz! rs. Já fui visitar Boston duas vezes, já que fica só a uma hora daqui e é muuuuito linda. A gente não ve a hora de voltar pra lá! Estamos começando nossos planos de ir pra NY, e, quem sabe, Disney. Tudo vai depender do tempo que vamos ter pra aproveitar... também não queremos perder muitas aulas (e a formatura dos amiguinhos em março!).


Nosso Natal e Ano Novo foram bem legais. Dia 24 fomos convidados para jantar na casa da gerente do hotel -- todos os brasileiros reunidos. Foi divertido e pudemos conversar bastante com ela -- sem mencionar que tivemos a oportunidade de comemorar o Natal de alguma forma. Teria sido triste não fazer nada... rs. Já no Ano Novo, a Taylin estava aqui! Fizemos brigadeiro, compramos uma garrafa de champagne e vimos a contagem regressiva na TV. Foi divertido também, diferente de tudo que fazemos no Brasil.


Nesta terça fomos na festa do Mc -- muuuuito estranha. Americanos celebram de maneira diferente. Primeiro, que nem tinha bebida e estava todo mundo SUPER animado... rs. Segundo, que eles tinham coreografia de grupo para certas músicas... então ficava um monte de gente dançando igual na pista ao mesmo tempo... weird. E terceiro, que a festa acaba cedo. O negócio começou as 6h e as 10h as luzes apagaram e as músicas pararam. Mas foi legal ver como é a cultura deles pra isso.

As únicas coisas ruins são a saudade e falta de neve... eita tristeza. Vimos neve só duas vezes, mas foi bem pouquinho e queremos MAAAAAAAAAAAIS. rs.

Enfim, até o próximo post. =)

***